terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

“Magnetoterapia” Os ímãs no combate à dor

A magnetoterapia consiste, essencialmente, em tratar o ser humano com ímanes. 

Segundo a lenda, foi um pastor grego, de nome Magnès, que, casualmente, descobriu o poder dos ímanes.
Um dia, quando levava as ovelhas para o pasto, teve a maior das surpresas ao ver a ponta de ferro do seu cajado ser, bruscamente, «atraída» por um enorme rochedo à beira do caminho.
Por superstição ou por uma momentânea inspiração genial, teve a ideia de inserir pedaços dessa pedra nas solas dos sapatos. Desde então, conseguia percorrer distâncias muito longas sem se cansar.
Assim nasciam as sandálias magnéticas! Os seus contemporâneos baptizaram esta curiosa pedra de «Pedra de Magnès». Talvez daí tenha derivado a palavra «magnetite» ou pedra-íman.
A magia do íman
Devido às suas misteriosas propriedades, o íman permaneceria, por muito tempo, cercado por uma aura de magia. Diz-se que Cleópatra colocava um íman sobre a testa para conservar a sua beleza, mas também por outras razões puramente «mágicas».
No Egipto, as pedras-ímanes (exactamente como as pedras preciosas) faziam parte do arsenal da magia prática, e a sua utilização era notória na protecção contra as más influências, para afastar os espíritos malignos, etc.
De um modo geral, os povos antigos atribuíam um poder sobrenatural à pedra-íman e muitos imaginavam que esta era possuidora de uma alma. Devido ao seu poder de atracção, atribuía-se-lhe a capacidade de reunir os casais desavindos, de atrair a alma gémea, de favorecer a comunicação entre as pessoas ou o contacto com os espíritos.
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Chegava-se até a pensar que as armas magnetizadas provocavam ferimentos mais perigosos do que uma arma normal. Segundo uma outra superstição, o alho fazia com que o íman perdesse as suas propriedades, enquanto o sangue do cabrito-montês lhas restituía.
Efectivamente, até ao iluminismo, a pedra-íman inspiraria uma imensidade de superstições e indicações curiosas. Somente a partir desta época é que os sábios tentaram romper o mistério, à luz dos primeiros trabalhos sobre a electricidade.
Em meados do século XX, o interesse pela cura magnética aumentou rapidamente em países como a Índia, Rússia e Japão.
Os imanes na saúde
Os ímanes cerâmicos, assim denominados por serem o produto da junção de minerais duros e suaves, têm pólos identificados nos seus extremos norte e sul (negativo e positivo, respectivamente).
Estão desenhados para incidir sobre os vasos sanguíneos. A sua função é dilatá-los suavemente e aumentar o fluxo sanguíneo na área onde estão colocados. Os processos naturais do corpo são acelerados até atingir o bem-estar da pessoa, devido ao aumento da concentração de oxigénio e outros nutrientes vitais nas ditas áreas.
Ao mesmo tempo, vão-se retirando restos tóxicos acumulados nas áreas onde os tecidos se encontrem danificados. Aos benefícios antes mencionados, é possível acrescentar que o tratamento por campos magnéticos é uma terapia sistémica pois quando os ímanes permanecem sobre o corpo, produzem-se mudanças metabólicas.
Muitas pessoas mostram-se surpreendidas apenas diante da menção das múltiplas capacidades curativas da terapia por campos magnéticos. Podemos perguntar porque motivo esta dita medicina não está muito difundida e se terá fundamentos científicos.
Podemos dizer que se tem fundamentos científicos ainda é altamente complexo realizar as medições que o método científico requer. Não obstante, podemos recorrer aos fundamentos da física clássica e estabelecer certas relações lógicas que podem clarificar a efectividade dos campos magnéticos na saúde.
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Relações importantes entre a força magnética e as funções vitais do corpo:
1.O sangue é composto na sua maior parte por ferro (hemoglobina). É publicamente conhecido que os ímanes atraem o ferro.
2.Comprovou-se que: o aumento do fluxo sanguíneo aumenta a sua capacidade natural de transporte de oxigénio; regista-se maior tendência no equilíbrio do pH (grau de acidez/alcalinidade) nos humores corporais; produz-se o aumento ou diminuição da produção hormonal, segundo a necessidade do organismo, aplicando estimulação magnética localizada; registam-se mudanças na actividade enzimática e outros processos bioquímicos, entre outros.
Os ímanes e a beleza do rosto
Se deseja possuir uma pele flexível, apagar as rugas ou «revigorar» o rosto, por que não seguir o exemplo da bela Cleópatra, que usava um íman no meio da testa? Será, até, possível instalar vários, o que só fará bem.
Alguns estudos demonstram bem de que forma o íman age sobre a musculatura e as rugas da face, mesmo em casos extremos.
A colocação dos imanes sobre o rosto
Este tratamento tem uma importância capital, tanto para a pele como para os estados de ânimo e para a saúde em geral. Os imanes, ao descontraírem os músculos faciais, favorecem directamente a chegada de sangue ao cérebro, assegurando-lhe uma melhor oxigenação, melhorando significativamente o nosso estado de ânimo.
Tudo isto se repercute através do sistema imunitário, muito sensível à qualidade dos nossos pensamentos, como o afirma a escola americana de psiconeuroimunologia (sid).
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Com o tempo, os distúrbios emocionais traduzem-se em distúrbios de ordem física. As tensões do espírito, as preocupações, os desgostos ficam marcados no nosso rosto, traduzindo-se em pregas e rugas.
Para libertar as contracções subtis do rosto e favorecer uma melhor circulação sanguínea, a magnetoterapia é, com certeza, o meio mais indicado sem, contudo, nos isentar de seguir uma dieta adequada.
Ímanes para as rugas
O que é válido para o tratamento das paralisias faciais é-o, também, em grande medida, para a eliminação das rugas. O efeito relaxante do pólo norte é perfeitamente indicado para o tratamento de rostos profundamente vincados por rugas profundas, indicadoras de graves tensões psicológicas e, também, de eventuais perturbações orgânicas.
Ao trabalhar-se estas rugas através da magnetoterapia, trata-se, ao mesmo tempo, o espírito da pessoa. No entanto, estas rugas poderão ter uma correspondência reflexológica com certos órgãos.
Eliminando estas rugas, na medida do possível, podem tratar-se os problemas psíquicos que lhes correspondem. Resta saber qual foi o primeiro a instalar-se: o distúrbio orgânico ou o problema emocional?
Uma vez que pretendemos tonificar a pele, favorecer a circulação sanguínea ou a regeneração celular, torna-se necessário o efeito do pólo sul. Aventure-se neste mundo dos ímanes

Bibliografia: “Magnetoterapia” Os ímanes no combate à dor, de Robert Dehin, Editorial Estampa.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O que é a MAGNETOTERAPIA

A palavra significa a aplicação para fins terapêuticos de um campo predominantemente magnético originado a partir de frequências altas e baixas.
A Magnetoterapia regenera as células lesionadas melhorando a cinética enzimática e repolariza as membranas celulares; além disso produz uma acção anti-stress e promove uma aceleração de todos os fenómenos reparadores com nítida acção bio-regenerante, anti-inflamatória, antiedematosa, antálgica, sem efeitos colaterais.
A Magnetoterapia é uma forma de fisioterapia que utiliza a energia electromagnética e é uma cura eficaz, segura e não invasiva. Os campos magnéticos interagem com as células promovendo a recuperação das condições fisiológicas de equilíbrio. É indicada nos casos em que é necessário estimular a regeneração dos tecidos após eventos lesivos de natureza diferente.
Os campos electromagnéticos gerados promovem resultados seguros sem o recurso a nenhum medicamento.
Os benefícios da Magnetoterapia:
  • Alivia a dor: actua como um analgésico potente
  • Acelera os processos de cura
  • Estimula as trocas celulares
  • Melhora a oxigenação e a nutrição dos tecidos
  • Reduz as inflamações
  • Estimula a reabsorção dos edemas e melhora o fluxo capilar
  • Regenera as células sem energia
  • Atrasa o processo de diminuição da densidade óssea
As vantagens da Magnetoterapia:
  • Ajuda a atenuar as dores e as inflamações sem o uso de medicamentos
  • É uma terapia não invasiva e segura
  • Não provoca dor
  • Tem uma acção antálgica
  • Pode ser aplicada sem contra-indicações na maior parte das patologias
  • Reduz em 50% os tempos de recuperação de uma fractura
Onde actua a Magnetoterapia:
  • Sistema ósseo
  • Sistema muscular
  • Sistema respiratório
  • Sistema nervoso
  • Sistema circulatório
Os efeitos da Magnetoterapia podem ser classificados da seguinte forma:
  • Acção anti-inflamatória
  • Acção estimulante do sistema endócrino
  • Acção antiedematosa
  • Acção antálgica
  • Reparação dos tecidos
  • Acção anti-stress
A Magnetoterapia pode produzir
  • Um efeito curativo
  • Um efeito analgésico
  • Um efeito estético
Alguns factos históricos relativos à magnetoterapia
A alusão mais antiga ao magnete como meio de cura aparece na Atharvaveda que contém o tratado sobre a medicina e a arte de curar.
Cleópatra, mulher de lendária beleza (69-30 a.C.), diz-se que usava um magneto pequeno na fronte para preservar a sua forma excelente.
As forças magnéticas da natureza não foram objecto de investigação até princípios do século XVI, quando um alquimista e médico suíço P.A. Paracelo começou a estudar e a realçar as potencialidades curativas do magneto; considerava que qualquer parte do corpo se exposta às forças magnéticas seria melhor curada e mais rapidamente que qualquer medicina.
O Doutor Samuel Hanemann (1755-1843), o pai da homeopatia, estava plenamente convencido dos poderes dos magnetos e recomendou o seu uso terapêutico usando estas palavras: "um bastão magnético pode curar rapidamente e para sempre doenças mais graves para as quais é um tratamento adequado se colocado junto ao corpo ainda que por um tempo muito breve.”
Michael Faraday (1791-1867), que conduziu investigações fundamentais sobre a electricidade, foi o primeiro na Europa a estudar a força do magneto, chamou à área da sua influência “campo magnético” e criou os fundamentos da biomagnética e da magnetoquímica estabelecendo que cada coisa é magnética num sentido ou noutro e ou é atraída ou repelida por um campo magnético.
Por volta de meados do século XX, o interesse pela cura magnética aumentou rapidamente em países como a Índia, a Rússia e o Japão.
Só há umas dezenas de anos é que os campos magnéticos vêm sendo utilizados com um objectivo terapêutico quer em estruturas públicas como privadas.
Magnetoterapia energizante
As ondas magnéticas libertadas por um campo magnético positivo reforçam o corpo, aceleram os processos biológicos e fornecem uma energia dinâmica às células; portanto é particularmente adequado nos casos de debilidade muscular e lacerações, fracturas dos ossos e dos ligamentos, distorções, nas terapias de reabilitação, na cicatrização dos tecidos, etc..
Magnetoterapia como analgésico e anti-inflamatório
O pólo norte ou pólo magnético negativo do magneto é relaxante, interrompe processos prejudiciais para o corpo e por isso é indicado para reduzir ou eliminar a dor e as inflamações.
Magnetoterapia como terapia específica sobre os órgãos internos
Sabe-se que cada organismo gera um campo magnético e está exposto a contínuos estados de atividade e de repouso, influenciados por estímulos externos que chegam através dos alimentos, bebidas, emoções, poluição ambiental e electromagnetismo. Para a manutenção de um estado de saúde óptimo é necessário que este campos magnéticos estejam em equilíbrio, sobretudo porque qualquer distorção no campo magnético constante de um órgão por um período de tempo pode incidir negativamente sobre a funcionalidade do mesmo.
O primeiro campo magnético com o qual o nosso corpo deve estar em perfeito equilíbrio é o campo magnético terrestre.
A nível fisiológico a magnetoterapia atua a nível celular repolarizando as células e reequilibrando a permeabilidade da membrana celular, onde as funções da célula são melhoram após uma maior utilização de oxigênio. De facto, de se aproximarem partes do corpo da esfera de ação do campo, as linhas magnéticas de influência atravessam completamente as partes em profundidade. Deste modo os iões no interior das células são influenciados pelas ondas e a alteração do fluxo potencial eléctrico das células consequente melhora a transformação do oxigênio.
Após o aumento da vascularização, aumenta a atividade biológica.
Eficácia da magnetoterapia
A Magnetoterapia é eficaz porque os campos magnéticos de baixa frequência interagem com as células, promovendo a recuperação das condições fisiológicas de equilíbrio.
Actuam ao nível das membranas celulares tornando-as mais receptivas. Isto conduz a restaurar o correcto potencial de membrana que é fundamental para assegurar o aporte de nutrientes no interior da célula.
A nível de órgãos e estruturas anatómicas estes efeitos traduzem-se em analgesia, redução da inflamação, estímulo para a reabsorção dos edemas.
Além disso os campos magnéticos de baixa frequência têm um efeito especial de estimulação da migração dos iões Cálcio no interior dos tecidos ósseos, conseguindo promover a consolidação da massa óssea e promover a reparação das fracturas.
Com a magnetoterapia conseguem-se resultados incríveis sobre:
- problemas de tipo inflamatório (artroses, neurites, flebites, distensões musculares, etc.);
- doenças reumáticas, nas patologias articulares como artroses, tendinites, epicondilites, bursite, periartrite, cervicalgias, lombalgias, mialgias, tratamento das fracturas durante ou após a aplicação de gesso;
- problemas articulares e traumas recentes;
- tratamento de úlceras de qualquer tipo: traumáticas, de decúbito, de queimaduras, venosas, refractárias a outras terapias;
- em todas as patologias em que é necessária uma maior microvascularização e regeneração dos tecidos, como no caso de auto-transplantes, consolidação de calos ósseos, etc.;
- cicatrização;
- infecções;
- osteoporose.
Sabemos que os biopolímeros e as membranas celulares são na prática baterias minúsculas das quais foi possível medir a tensão de alimentação. Mais precisamente, nas células nervosas saudáveis, mede-se entre o núcleo interno e a membrana externa uma diferença de potencial de 90 milivolt, nas outras células esta tensão roda em torno dos 70 milivolt. Quando estas baterias minúsculas presentes no nosso corpo ficam descarregadas, o organismo ressente as consequências sob a forma de dores na coluna, nos ossos, nas articulações, processos inflamatórios, feridas que não curam. Quando estas células ficam doentes, por uma infecção ou um trauma, ou por qualquer outra causa, perdem a sua reserva de energia, isto é descarregam-se, assim uma célula que saudável deveria ter uma tensão de 70 mllivolt, doente mede apenas 50-55. Se esta tensão descer abaixo dos 30 milivolt dá-se a necrose, isto é a morte da célula. O objectivo da magnetoterapia é recarregar e regenerar as células sem força vital.
Para explicar como actua na prática a magnetoterapia, podemos analisar como exemplo uma das patologias mais comuns, a osteoporose. Trata-se de uma doença caracterizada pela progressiva redução da densidade dos ossos (que se tornam mais porosos) e pelo enfraquecimento dos ossos abaixo do limite necessário para o desenvolvimento da função de suporte exercida por eles.
Estima-se que esta doença afecte 25-40% das mulheres com mais de 50 anos e 70% das mulheres após os 70 anos. No entanto está em aumento progressivo.
Está cientificamente demonstrado como a utilização da Magnetoterapia atrasa o processo de diminuição da densidade óssea. Reactivando além disso as células destinadas à absorção do cálcio, esta terapia bloqueia o processo degenerativo e aumenta os efeitos de eventuais curas à base de integradores de cálcio.

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sábado, 5 de julho de 2014

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